Prefeitura de Juiz de Fora compra R$ 818 mil em arroz orgânico do MST e gera questionamentos

Prefeitura de Juiz de Fora compra R$ 818 mil em arroz orgânico do MST e gera questionamentos

A aquisição de uma grande quantidade de arroz orgânico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela Prefeitura de Juiz de Fora tem gerado debates e questionamentos.

A prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, fechou um contrato no mês de maio no valor de R$ 818.140,00 com uma cooperativa vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O objetivo desse contrato é a compra de 19 mil pacotes de 5 quilogramas de arroz orgânico, que serão fornecidos ao longo de oito meses para abastecer as escolas da rede pública municipal e da rede parceira de Juiz de Fora. O preço unitário para cada pacote de 5kg de arroz é de R$ 43,06, o que equivale a R$ 8,61 por quilo.

A polêmica em torno do preço exorbitante do arroz ganhou destaque nas mídias sociais na semana passada, quando o deputado estadual Isauro Calais (PSC) fez uma publicação revelando que era possível adquirir um pacote de 5kg do cereal em supermercados da região por um valor significativamente menor, abaixo de R$ 20.

“Vou ao Ministério Público denunciar esse grande absurdo com o dinheiro público de Juiz de Fora, que está sendo entregue para os companheiros do MST, do PT e da Margarida”, disse o deputado. Margarida Salomão, a quem Calais se referiu, é a prefeita de Juiz de Fora. Ela também já foi deputada federal pelo PT.Margarida prontamente refutou as acusações com maestria. Em suas plataformas digitais, ela divulgou um vídeo em que a secretária de Agricultura e Abastecimento do município, Fabiola Paulino da Silva, assegura que a aquisição do arroz orgânico da cooperativa Cootap está em conformidade com todas as normas legais e que seu valor é ainda mais acessível em comparação aos demais produtores do mercado.

Margarida rebateu as acusações. EEm suas plataformas digitais, ela divulgou um vídeo em que a secretária de Agricultura e Abastecimento do município, Fabiola Paulino da Silva, assegura que a aquisição do arroz orgânico da cooperativa Cootap está em conformidade com todas as normas legais e que seu valor é ainda mais acessível em comparação aos demais produtores do mercado.

“As compras são feitas por meio de chamada pública, e se inserem e utilizam recursos do Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Esse mesmo programa estabelece como obrigação do município que as compras sigam certos parâmetros, como, neste caso em específico, a obrigação de compras de produtores familiares, com prioridade para assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais e comunidades quilombolas”, disse Fabiola, citando também uma resolução do Ministério da Educação, de 2020, que prevê que as compras por meio do PNAE devem priorizar os alimentos orgânicos ou agroecológicos.

“Por isso não faz qualquer sentido comparar preços do arroz orgânico com arroz branco, vendido em supermercado. Uma simples pesquisa nas redes permite confirmar que o preço do arroz orgânico obtido em Juiz de Fora chega a ser cinco vezes menor que o vendido por outras marcas”, concluiu.

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